PESQUISA QUER AUMENTAR O CONSUMO DE FILÉS DE PEIXE

A Fiperj (Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro), vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, desenvolve pesquisa para determinar o rendimento de filé das principais espécies de pescado comercializadas no estado, além de avaliar as variações sazonais do produto.

Diário Oficial Notícias conversou com Flávia Calixto, pesquisadora de Tecnologia do Pescado da instituição, que está à frente do projeto.

D.O. Notícias – Qual a importância desse trabalho?
Flávia Calixto – 
O rendimento de filé é determinante na lucratividade e viabilidade industrial, mercado varejista e produtores. Mas os estudos de rendimento de filé de peixes produzidos no estado são escassos, mais realizados em pescados proveniente da aquicultura, como a tilápia.

D.O. Notícias – Quem mais participa dessa pesquisa?
Flávia Calixto – 
Outros técnicos da Fiperj: Carlos Eduardo Coutinho, André Medeiros, Juliana Guimarães e Luana Borde. Na próxima etapa, a do desenvolvimento de produtos com peixes, teremos a parceria da Embrapa.
D.O. Notícias – Por quanto tempo a pesquisa deve se estender?
Flávia Calixto – 
Ela vem sendo desenhada desde 2017, mas no início deste ano começamos a parte experimental efetivamente. Vai durar todo o ano de 2018 e talvez seja prorrogada até 2019.
D.O. Notícias – Que peixes são utilizados nesse estudo?
Flávia Calixto – 
O experimento começou com as espécies sardinha verdadeira e sardinha laje, mas visamos avaliar outros peixes, os de maior importância de produção do Rio de Janeiro, tanto através da pesca como da aquicultura.
D.O. Notícias – Em que cidade está sendo feito o experimento?
Flávia Calixto –
 O experimento tem sido realizado no laboratório da PesagroRio – empresa de pesquisa agropecuária do estado, em Niterói. Mas as amostras podem vir de outros municípios, dependendo da possibilidade de transporte.
D.O. Notícias – Vocês já têm uma base de quanto será a economia, caso seja adotada uma nova forma de fazer os filés?
Flávia Calixto –
 Não, mas conseguiremos expressar quais serão as melhores espécies para serem comercializadas como filés e quais que poderiam ser usadas para alimentação de crianças pela ausência de espinhas no filé.
D.O. Notícias – Isso poderá criar um impacto na alimentação de grupos específicos?
Flávia Calixto –
 Sim, muitas escolas só usam merluza na merenda escolar por desconhecerem outras espécies cujo filé também não têm espinhas. Com a pesquisa, podemos apontar outras espécies com bom rendimento e sem espinhas para o consumo infantil.
D.O. Notícias – Em longo prazo, como essa pesquisa pode favorecer a população?
Flávia Calixto –
 O pescado é um produto de excelente qualidade nutricional e possui grande importância na alimentação. Talvez com mais divulgação de formas de como utilizá-lo, o seu consumo possa ser aumentado.

Curiosidades
• Tilápia, pescada, linguado e merluza são alguns dos peixes mais consumidos em formas de filé no Rio de Janeiro.

• Se olhos brilhantes e escamas firmes são dois indicativos de um peixe inteiro fresco, no caso dos filés, evite aqueles ressecados, enrolados nas pontas, com cheiro forte e com uma carne que não esteja firme ao toque.
• A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo per capita de 12kg de pescado ao ano, mas na américa latina são consumidos somente 9kg de pescado per capita anuais.
• Entre as características nutricionais dos pescados, encontram-se vitaminas a, b, d; minerais como ferro, cálcio, sódio, iodo, potássio, selênio, flúor, fósforo, manganês; e o ácido graxo ômega-3.

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