SAIBA AS CONSEQUÊNCIAS DA GREVE DOS CAMINHONEIROS PARA A POPULAÇÃO

A greve dos caminhoneiros desde o início da semana, com bloqueio nas estradas, tem provocado transtornos em todo o País. Mesmo com o acordo firmado entre o Governo do Brasil e a categoria, nessa quinta-feira (24), a rotina dos brasileiros continua afetada. Alta nos preços dos alimentos, falta de combustível nas bombas e paralisação dos transportes públicos são algumas das consequências, que começam a atingir até as escolas. Confira exemplos dos efeitos da mobilização:

Falta de combustível e alta nos preços

Na quinta-feira (24), a dificuldade de os motoristas abastecerem seus veículos se agravou. Além das longas filas, muitos encontram as bombas vazias. Em Brasília, por exemplo, 60% dos postos estavam sem gasolina no fim da tarde de ontem. Alguns estabelecimentos começaram a cobrar preços abusivos pelo combustível e foram autuados pelo Procon.

Transporte público comprometido

Quem optou por deixar o carro em casa também foi prejudicado. As empresas de ônibus reduziram a frota em circulação devido à limitação do abastecimento. Em Belo Horizonte, a circulação dos veículos públicos foi cortada pela metade nos períodos de menor pico, entre 9h e 16h e entre 20h e 0h. Em Recife, no horário de maior movimento, das 5h às 8h, a circulação da frota foi reduzida de 10% a 30%, segundo o órgão gestor, a Grande Recife Consórcio de Transporte.

Cancelamento de voos

Por conta da falta de Querosene de Aviação (QAV), os aviões que pousarem no Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek a partir da manhã desta sexta (25) e necessitarem de abastecimento ficarão em solo até o fornecimento de combustível no terminal ser normalizado. Já há registro de voos cancelados por causa dessa escassez.

Prateleiras vazias

Com caminhões com carga parados nas rodovias, o setor de alimentos é um dos mais afetados pelo protesto. As centrais de abastecimento e as prateleiras dos supermercados começam a ficar vazias. Em consequência da paralisação, o preço da batata na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), por exemplo, subiu até 94,8%. Ainda na Ceagesp, houve redução, em média, de 15% a 20% na oferta de hortifrutigranjeiros. Em muitos estabelecimentos comerciais, a quantidade de produtos vendidos a cada cliente está reduzida.

As escolas não podem ficar sem merenda

A paralização de caminhoneiros afeta também a vida das nossas crianças. Sem receber o suprimento que atende a cozinha das escolas públicas do País, meninas e meninos, alguns que tem na escola sua única refeição do dia, ficam desassistidos.

Alunos sem aulas

Em Brasília, o governo anunciou, nesta sexta, a suspensão das aulas na rede pública de ensino. O objetivo, de acordo com as autoridades locais, é garantir a segurança das crianças diante da possibilidade de novas interrupções e melhorar a mobilidade no trânsito da cidade. Já em Minas Gerais, o governo decretou ponto facultativo para minimizar os impactos da greve.

Produção de carros interrompida

A paralisação dos caminhoneiros afeta também o mercado automobilístico. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), desde essa quinta-feira (25), todas as linhas de produção instaladas no Brasil estão paradas. A interrupção terá forte impacto na arrecadação do País, uma vez que a indústria automobilística gera de impostos mais de R$ 250 milhões por dia.

Hospitais ficam desabastecidos

O trabalho de atendimento dos hospitais ficou prejudicado pela greve dos caminhoneiros. Algumas unidades de atendimento no País correm o risco de ficar sem produtos essenciais para pacientes, o que coloca a vida de milhares de brasileiros em risco.

Creches ficam paralisadas

Com a greve dos caminhoneiros, pais e mães não têm como levar os filhos para as creches para poder trabalhar. Esses estabelecimentos estão sem os produtos necessários para o funcionamento e para a alimentação das crianças.

Viaturas não podem parar

A greve dos caminhoneiros também afeta a segurança pública. Sem combustível para abastecer os carros, polícias não têm como fazer o policiamento de rua com eficiência, o que pode colocar em risco a segurança da população.

Ambulâncias não podem parar

Sem ter como abastecer as ambulâncias em função da greve, o atendimento de urgência feito por ambulâncias pode ficar comprometido. Os veículos podem parar de rodar e de atender emergências.

Água precisa ser tratada

Empresas de tratamento de águas e esgoto, a exemplo da de Brasília, podem ficar sem condições de fornecer água potável para a população. Os produtos usados no tratamento chegam de caminhão e como as estradas ainda estão bloqueadas, esse serviço pode acabar interrompido.

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