PREFEITURA CONHECE A PRIMEIRA FAMÍLIA ACOLHEDORA DE PETRÓPOLIS

Casais acolhem crianças e adolescentes em risco social por dois anos

A prefeitura conheceu, na manhã desta terça-feira (10.07), um casal que forma a primeira Família Acolhedora do município. Eles estão recebendo em sua casa um bebê de um ano e um mês, em risco social.  Outras 7 famílias já estão capacitadas pela Assistência Social e aptas a receber crianças e adolescentes de até 18 anos em suas casas. O casal acolhedor recebeu o prefeito em um encontro marcado pela emoção. As famílias acolhedoras recebem as crianças e adolescentes pelo período de dois anos. As famílias biológicas, neste período, recebem apoio para se reestruturar e ter de volta crianças e jovens.

O Família Acolhedora, um serviço tão bonito, que dá a possibilidade da criança vítima de algum contexto de vulnerabilidade ter um lar e um convívio familiar. Poder ter contato com essa família e poder vivenciar essa verdadeira história de amor é gratificante. Importante propagar o Família Acolhedora, para que mais pessoas saibam do serviço e que tenha novas famílias capacitadas e aptas a viver este amor.

A equipe do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora conta com seis profissionais, sendo a coordenadora, assistente social, psicóloga, estagiárias de serviço social e agente de apoio administrativo. O serviço, reestruturado pela Assistência, busca reintegrar crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e negligência dentro do convívio familiar.

“Capacitamos as famílias com o objetivo de proporcionar mais conhecimento sobre os processos de seleção do programa e estreitar os laços entre os envolvidos no sistema de acolhimento temporário. Recebemos, na semana passada, um reconhecimento da Câmara e podemos, hoje, apresentar a primeira Família Acolhedora ao prefeito. Estamos motivados para continuar trabalhando ainda mais e prestar a assistência necessária para quem precise”, disse a secretária de Assistência Social, Denise Quintella.

Por intermédio do programa, crianças e jovens de até 18 anos são acolhidos em casas de famílias credenciadas e recebem atendimento psicológico e social, estendido à família que as acolhe, e também ao núcleo familiar biológico. Enquanto a criança está acolhida –  em abrigos ou no núcleo familiar temporário – o programa articula os serviços necessários para que a família de origem resolucione a situação que motivou a medida protetiva.

“O Juizado da Infância e Juventude determina a medida protetiva e ela é executada. Caso não seja possível a reintegração da criança à família, ela é encaminhada para a adoção. São crianças e adolescentes que precisam de afeto, carinho e atenção, por conta disso, vamos intensificar a divulgação deste programa”, afirma a Assistente Social do Família Acolhedora, Graciele Vanzan.

Um gesto de amor ao próximo e aprendizagem

A história da primeira Família Acolhedora emocionou quem presenciou o encontro com o prefeito Bernardo Rossi, nesta terça-feira (10.07). Pais de quatro filhos, o casal não pode ter a identidade divulgada por questões de privacidade, mas abriu o coração para contar como tem sido a experiência de cuidar de um bebê de um ano e um mês.

“Tivemos a possibilidade de conhecer mais do Família Acolhedora durante uma reunião na igreja evangélica que frequentamos. Nos apaixonamos pela ideia, mas perguntamos: e no fim? Quando terminar nosso período de acolhimento, como lidaremos com a situação de ter que nos afastar? Percebemos que não há mais espaço para egoísmo e o amor pelo próximo deve ser maior. Estamos há três meses como o bebê e tem sido renovador para todos nós. Agradeço e parabenizo, também, a equipe da Assistência Social pelo apoio e aos profissionais do Hospital Alcides Carneiro pelo belo e carinhoso atendimento com o qual sempre nos recebem”, disse o pai acolhedor H. A., de 43 anos.

A família passou pela capacitação, que incluiu contato com pessoas que participaram do Serviço em outras cidades. O casal conta com o apoio dos filhos nos cuidados do bebê acolhido, que tem alguns problemas de saúde e necessita de atenção especial.

“Temos quatro filhos, entre 11 e 17 anos. Tem sido um grande aprendizado para todos nós. Trabalhar todos esses cuidados pelo desenvolvimento do bebê nos permite um crescimento sem tamanho. Cada detalhe no cuidado diário, por uma melhor saúde, cada passo dado pelo desenvolvimento é uma vitória muito grande para toda a família. Estamos muito felizes”, completou emocionado o pai acolhedor.

Quem pode ser acolhedor?

Para se credenciar como Família Acolhedora, os interessados devem procurar os profissionais do serviço e agendar uma entrevista. É necessário ter disponibilidade de tempo e afeto para cuidar da criança, idade entre 24 e 65 anos, boa saúde e zelar pela saúde da criança, garantir a frequência em escola e não ter a intenção de adotar. Além disso, é preciso que o interessado não esteja respondendo a inquérito policial ou envolvido em processo judicial e ter residência fixa no município.

O município disponibiliza subsídio financeiro à Família Acolhedora, nos valores equivalentes a meio salário mínimo ou um salário mínimo nos casos em que a criança ou adolescente a ser acolhido seja pessoa com deficiência. Para mais informações, a Secretaria tem disponível o telefone (24) 2249-4319.

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