SECRETARIA DE SAÚDE DE ITABORAÍ REALIZA 3° SEMINÁRIO DE TUBERCULOSE E DEPRESSÃO

Profissionais da rede municipal de Saúde de Itaboraí participaram na última quarta-feira, (12/09), no Rotary Clube, do 3º Seminário de Tuberculose e Depressão. O evento foi promovido pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, em parceria com a Universidade Columbia e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O 3º Seminário contou com palestras de profissionais qualificados e pesquisadores na área da Saúde. Presente ao evento, o secretário municipal de Saúde, Júlio César Ambrósio, aproveitou a oportunidade e parabenizou as equipes de profissionais da saúde pelo belo trabalho que vem desempenhando nas Unidades de Saúde da Família em combate a doença. “Sabemos que os pacientes de tuberculose têm grande potencialidade para desenvolver depressão e todas essas pesquisas desenvolvidas na cidade são de muita importância, vem ajudando demais nossos pacientes”, comentou o secretário. Ele anunciou ainda que a partir da próxima semana os pacientes do Programa Municipal de Controle da Tuberculose vão poder contar com apoio de uma psicóloga que estará atendendo e prestando apoio aos doentes.

O seminário apresentou estudos sobre Tuberculose e Depressão realizados no município de Itaboraí. A professora do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Columbia, de Nova Iorque, nos Estados Unidos, Annika Sweetland, há 19 anos vem trabalhando com o tema ‘Tuberculose e Saúde Mental’, desde 2014. Annika desenvolve o trabalho de “Depressão e Tuberculose” em Itaboraí, inclusive com diversas visitas ao município para pesquisas de campo com as equipes de profissionais da saúde, que lidam com pacientes com tuberculose.

“Tenho prazer em trabalhar no Brasil e em Itaboraí há cinco anos, pois são pessoas comprometidas e inovadoras. Estou trabalhando com o tema “Depressão e Tuberculose” e temos um projeto piloto na cidade, que vem incorporando o tratamento de depressão nas Unidades de Saúde da Família (USF) entre pacientes com tuberculose. Este trabalho é de suma importância, pois sabemos que, em média, metade das pessoas com tuberculose sofrem também de depressão. Pessoas que possuem depressão têm mais resistência ao tratamento e, no Brasil, quase ninguém fala deste tema”, frisou Annika.

A coordenadora do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, Maria José Fernandes, ressaltou o seu orgulho e satisfação em organizar um seminário tão importante. “É um ganho muito grande para a nossa cidade este olhar acadêmico. Estas pesquisas em nosso município nos deixa como legado. É a partir delas que passamos a ter novos conhecimentos e ganhamos um direcionamento sobre como prosseguir nos tratamentos”, disse Maria José.

Para Maria José, essa parceria com a pesquisa da professora Annika é de fundamental importância para os pacientes com tuberculose no município, porque a depressão e a tuberculose caminham juntas. “Se nós não conseguimos detectar isso, acaba dificultando o trabalho da tuberculose e acarretando em abandono do tratamento. E o abandono acarreta em resistência ao tratamento. É isso que percorremos e perseguimos no município: diagnosticar precocemente, tratar e curar”, frisou a coordenadora.

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