CASA DE CULTURA DE ITABORAÍ RECEBE DADO VILLA-LOBOS EM CELEBRAÇÃO DE SEU 208° ANIVERSÁRIO

Para celebrar seus 208 anos de existência, a Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres, em Itaboraí, realizou na última segunda-feira (17/09), a exposição “Duas Irmãs” baseada na vida e obra de Heloísa e Marieta Alberto Torres. A comemoração destacou ainda, o lançamento do livro “Memórias de um Legionário”, do guitarrista Dado Villa-Lobos, da Legião Urbana. O objetivo foi festejar o 208º aniversário do patrimônio histórico da cidade, resgatando a memória das duas irmãs e proprietárias do espaço.

Prestigiando a homenagem, o prefeito de Itaboraí, Dr. Sadinoel Souza, parabenizou os organizadores pelo evento. “Resgatar o Legião Urbana, através de Dado Villa-Lobos, é resgatar a própria vida e ainda a minha geração, é a certeza de que o Brasil vai dar certo. A presença deste grande músico restaura todo aquele sentimento de liberdade da busca pelo impossível, que a gente torna possível. Obrigada também a está maravilhosa exposição das irmãs Heloísa e Maria Alberto Torres, que representam Itaboraí de forma tão extraordinária para o mundo”, ressaltou Sadinoel.

Ainda na programação, os alunos do Centro de Referência de Educação Municipal de Idosos de Itaboraí – Cremii apresentaram uma homenagem ao músico consagrado, Dado Villa-Lobos, que além de autografar exemplares de sua autobiografia, “Memórias de um Legionário”, relatos da trajetória pessoal e artística, conversou em forma descontraída sobre sua vida e seu trabalho.

“Minha ligação com a Casa de Cultura vem de décadas, já fiz vários shows, trazendo a garotada para se reunir em volta de música, poesia, arte e cinema em função de agitar este lugar. E agora nesta data celebrando os 208 anos da casa, depois de estarmos simbolicamente falidos com a lamentável perda de documentos consumidos pelas chamas, ter este espaço é algo representativo neste momento. Aqui é uma fortaleza de segurança desta história e da cultura”, frisou Dado.

De acordo com a responsável pelo acervo da Casa de Cultura, Aurora Ribeiro, Heloísa Alberto Torres foi personagem fundamental do acúmulo antropológico do Museu Nacional, sendo à primeira mulher diretora de 1938 a 1955 e que tragicamente parte do material foi perdido no incêndio.

“Marieta, assim que Maria era chamada por sua irmã Heloísa, elas foram grandes pesquisadoras sobre histórias das famílias itaboraienses. Compraram esta Casa com o intuito de trazer todo acervo da família Alberto Torres. Elas quiseram fazer uma homenagem ao pai, que nasceu em Porto das Caixas, mas como lá não havia nenhum espaço adequado para fazer isso, procuram aqui no Centro de Itaboraí. Trouxeram todo acervo para este local e desejaram ajudar o município a desenvolver a parte cultural. Hoje, parte desta coleção está sendo digitalizada pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST). Todo este patrimônio deve ser preservado, principalmente depois do que vimos o que aconteceu com Museu, naquele incêndio, onde perdemos grande parte do material histórico da civilização e fundação de nossa cidade e do país”, destacou Aurora.

A noite foi regada por arte e música em clima descontraído que contagiou a todos os presentes, entre eles, representantes de diversas secretarias municipais, além da presença de Nini Alcântara, um dos homenageados da Feira do Livro deste ano. “É de suma importância ressaltar que aqui neste chão onde estamos pisando, viveram estas pessoas ilustres que contribuíram para construção da nossa história. É maravilhoso estar aqui hoje assistindo a esta perfeita combinação”, comentou Nini.

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