ALUNOS PARTICIPAM DE INTERCÂMBIO SOBRE CINEMA

Após uma aula de Língua Portuguesa, alunos da Escola Municipal Ophelia Ribeiro saíram de sala para gravar vídeos e documentários em Suruí, com temas como desigualdade social e racismo. Os alunos do 9° ano gravaram quatro vídeos, e nesta terça-feira (9), estão recebendo a visita do coletivo Cafuné na Laje, que veio do Jacarezinho para uma troca de experiências, apresentando o trabalho de cinema que é realizado com as crianças da comunidade.

O Coletivo funciona no morro do Jacarézinho desde 2013. Já produziu 14 curta-metragens e dois documentários, que são estrelados e produzidos por cerca de 50 crianças que participam do projeto. O conteúdo está disponível no canal Cafuné na Laje no Youtube, e a cada filme produzido é montado um cinema na rua, com pipoca para a estreia na comunidade.

“Nós viemos hoje trocar com os alunos aqui de Magé, porque eles também estão produzindo filmes, então a gente quer de alguma forma aprender com eles e apresentar o que temos feito, os percalços que a gente passa, as alegrias que vivemos. Não viemos palestrar, viemos aprender através dessa troca”, disse Léo Lima, um dos facilitadores do Cafuné na Laje.

A Coordenação de Promoção da Igualdade Étnico-Racial e Diversidade (COPIED), da Secretaria Municipal de Educação e Cultura participou da mediação entre a Escola e o Coletivo. “A nossa proposta é potencializar as ações da escola por meio de parcerias, então conhecendo a realidade da escola que já vem desenvolvendo um trabalho com mídias, produção de áudio visual com os alunos, entendemos que é necessário ampliar esse debate e trouxemos o Cafuné para estabelecer essa parceria, para a formação de inteligência coletiva”, explicou a coordenadora do COPIED, Daise Pereira.

O encontro foi realizado no auditório da escola com 50 alunos do 9° ano, a equipe do Cafuné na Laje e uma das crianças participante do Coletivo. “Fico feliz de estar aqui, é uma alegria apresentar o nosso projeto em uma escola de Magé pela primeira vez. No Cafuné eu fico na câmera, bato a claquete, fico no áudio, e eu gosto mais de interpretar”, disse a Crislayne Belo, que tem 9 anos.

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