ITABORAÍ É CLASSIFICADA PARA REDE DE CIDADES CRIATIVAS DA UNESCO

O município de Itaboraí está entre as 15 cidades brasileiras classificadas a participar do título Cidade Criativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), na modalidade artesanato e artes folclóricas. Itaboraí ficou em 10º lugar, a frente de cidades como Aracaju, em Sergipe; Pelotas, no Rio Grande do Sul; Taubaté, em São Paulo, dentre outras.

Esta notícia foi publicada nesta sexta-feira (19/10), no Diário Oficial da União, com o resultado final do edital do Ministério da Cultura (MinC), que selecionou municípios para receber consultoria com o objetivo de desenvolver candidatura à Rede das Cidades Criativas da Unesco.

Para ser selecionada, Itaboraí participou do Edital do Ministério da Cultura (MinC), com uma equipe composta por quatro servidores municipais, sendo o assessor de Patrimônio Cultural, professor Deivid Antunes; o arquiteto Milton Duarte; o procurador Anderson de Freitas e o assessor do Gabinete, João Leal.

A equipe escolheu o artesanato e artes folclóricas pela arte oleira de Itaboraí. Os municípios selecionados receberão a consultoria, contratada pelo MinC, para elaborar dossiê de suas candidaturas para a próxima seleção de Cidades Criativas da Unesco, prevista para 2019. A candidatura deve demonstrar de forma clara e prática a disposição, o compromisso e a capacidade do município em contribuir com os compromissos da Rede. Este apoio será totalmente gratuito para a Prefeitura de Itaboraí, e será fundamental para que possam se candidatar ao título de Cidade Criativa da Unesco.

 

Segundo o arquiteto do Patrimônio Cultural, Milton Duarte, o trabalho dos oleiros do município, por meio da Associação de Oleiros de Itaboraí foi fundamental. “Através da arte desses oleiros foi possível obtermos a classificação no edital do Ministério da Cultura. Além de recebermos uma consultoria e poder concorrer a Cidade Criativa da Unesco. A arte oleira no território de Itaboraí é uma tradição de mais de 400 anos. Movimenta hoje, principalmente, a economia familiar de autossustentação”, disse Milton.

Os municípios devem apresentar um plano de ação realístico, incluindo detalhamento de projetos, iniciativas e políticas a serem executadas nos quatro anos seguintes à admissão ao Programa. Além de identificar a área temática preferencial, que já seja significativa para a cultura e a economia locais. Os setores criativos possíveis são: artesanato e artes folclóricas, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas ou música. Os municípios serão contatados para início desta atividade tão logo o processo de contratação da consultoria seja concluído.

Além de auxiliar as cidades vencedoras na construção do dossiê, o MinC também busca estimular as cidades na elaboração de planos de desenvolvimento com o edital, que impulsionem a economia criativa, tenham a cultura como base e que contribuam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030 da ONU. Com o encerramento do processo seletivo e a designação das categorias das cidades selecionadas, a previsão é de que as consultorias sejam iniciadas já em novembro.

 

O programa da Unesco tem o objetivo de promover a cooperação internacional entre as cidades que investem na cultura e na criatividade como fatores de estímulo ao desenvolvimento sustentável. Atualmente, 180 cidades de 72 países fazem parte da rede. No Brasil, algumas cidades integram a Rede de Cidades Criativas, sendo elas Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ), no campo da gastronomia; Brasília (DF) e Curitiba (PR), no do design; João Pessoa (PB), no artesanato e artes folclóricas; Salvador (BA), na música; e Santos (SP), no cinema.

Rede

Criada em 2004, a Rede de Cidades Criativas da Unesco faz com que as cidades participantes assumam o compromisso de compartilhar experiências e conhecimento, desenvolvam parcerias com os setores público, privado e a sociedade civil, incentivem programas e redes de intercâmbio profissional e artístico. Além de estudos, pesquisas e divulgação para ampliar o conhecimento e suas atividades.

Para serem integrantes da Rede, as cidades precisam passar pelo processo de seleção feito pela Comissão de Avaliação da Unesco. A proposta de candidatura deve demonstrar de forma clara e prática a disposição, o compromisso e a capacidade em contribuir com os compromissos das cidades criativas. Deve apresentar um plano de ação realístico, incluindo detalhamento de projetos, iniciativas e políticas que serão executadas nos quatro anos seguintes à admissão ao programa.

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