FEIRA DE ARTESANATO PRODUZIDO POR REFUGIADOS AGITA A PREFEITURA

A Feira “O Mundo é o Meu Refúgio”, organizada no térreo do prédio da Prefeitura do Rio foi aberta nesta terça feira (4) com artesanato produzido por refugiados acolhidos no Brasil. Estampas, sorrisos, músicas e muita animação marcaram a exposição dos produtos. O evento faz parte das ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) pelos 70 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Os expositores são refugiados que estão no Rio de Janeiro, e aqui, por meio do artesanato e do fortalecimento de suas culturas, geram renda e mantém vivas suas raízes. As 11 barracas instaladas expuseram trabalhos dos refugiados de Colômbia, Gâmbia, República do Congo, Angola, Haiti e Senegal.
A colombiana Nally Camacho falou um pouco sobre a oportunidade de levar seu trabalho aos servidores da Prefeitura do Rio:
– Espero que seja a primeira de muitas experiências como esta, e que o pessoal abrace nosso trabalho. Quando saí do meu país eu não trabalhava com artesanato, mas em sete anos no Brasil desenvolvi esse trabalho com a minha família, tudo é feito em casa. Além disso, também trabalho com comidas colombianas. Faço eventos e também vendo meus produtos por encomenda com muito carinho – disse.
Dentro da programação, mulheres congolesas fizeram turbantes nas funcionárias da Prefeitura, bem como nas visitantes de forma gratuita. O material foi cedido pela ONU/Acnur Brasil, com o propósito de ressaltar a beleza da mulher, pois essa é a função do turbante e de suas cores vibrantes.
– Estou fazendo o que eu sei, que é colocar o turbante. Espero que as pessoas gostem. Lá no Congo usávamos o turbante quando ainda não existiam as tranças. É um acessório pra deixar a mulher mais bonita. Aqui no Brasil é raro ainda, mas a moda vai aumentar. Trouxe cerca de 100 tecidos e já acabaram – conta Chistine Kamba, cantora do Congo.
– To super emocionada, pois é uma pessoa da África fazendo um verdadeiro carinho em mim ao colocar esse turbante. Alguma coisa da Christine fica em mim. Ainda deve ser mais difundida a cultura da África aqui – disse Sônia Travassos, servidora da Assistência Social.
A gambiana Mariama compartilhou sua alegria em poder apresentar suas peças artesanais ao povo carioca.
– Estou achando o máximo, é a melhor sensação expor seu trabalho e ouvir elogios, pois nossa história é muito rica e queremos que todos a conheçam nossa música, nossa arte e nossa alegria.
A feira aconteceu das 9h às 14h na Prefeitura. Porém, as ações que compõem as festividades em celebração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos acontecerão até o dia 10 de dezembro, confira:
Dia 5 –
Violência contra a Mulher: Construção e Desconstrução do agressor
10h às 14h, na área externa da Prefeitura
Mostra de Cinema para as Crianças
Manhã e tarde, em diversas Coordenadorias de Assistência Social e Direitos Humanos (CASDH).
Dia 6 – 
Festival Vivências + Humanas Encontro Cultural
14h às 17h – Parque Madureira
Dia 7 – 
Serviços + Humanos Ciclo de Palestras
10h às 18h – AMATRA
Dia 10 – 
Seminário de Direitos Humanos – 70 anos
13h às 18h – Palácio do Itamaraty
Comemoração dos 70 anos da DUDH 
Ao logo do dia nas dez CASDH

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