JAIR BOLSONARO DIZ QUE AVANÇARÁ EM DEBATE SOBRE VALOR DE AUXÍLIO-RECLUSÃO

Ele criticou o fato de o benefício ser maior que o salário mínimo

 presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter para dizer que avançará na dis-
cussão do valor do auxílio-reclusão, que atualmente ultrapassa os R$ 1,3 mil.

Dois dias depois de assinar o decreto que reajusta o salário mínimo, de R$ 954
para R$ 998, ele criticou o fato de que auxílios sociais concedidos a presos ainda
tenham valor superior da base de remuneração dos trabalhadores brasileiros.
“O auxílio-reclusão ultrapassa o valor do salário mínimo. Em reunião com

ministros, decidimos que avançaremos nesta questão ignorada, quando se tra-
ta de reforma da Previdência e indevidos. Em cima de muitos detalhes vamos

desinchando a máquina e fazendo justiça!”, destacou no Twitter.
Durante reunião ministerial, Bolsonaro ressaltou a necessidade de redução
de gastos públicos. O presidente defendeu uma revisão das contas e voltou a
destacar a importância da reforma da Previdência em favor do ajuste financeiro.
Ele indicou que a revisão do pagamento do auxílio-exclusão deve ser analisada
no âmbito da reforma.
O auxílio-reclusão é pago a dependentes do segurado do INSS preso em
regime fechado ou semiaberto, durante o período de reclusão ou detenção. O
período de recebimento do benefício varia, de acordo com critérios, mas pode
ser pago de forma vitalícia.

Em uma segunda postagem nesta manhã, o presidente defendeu a implanta-
ção de medidas que deem garantias de trabalho para os agentes de segurança

pública. Segundo ele, os três Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm de
assumir esse compromisso.
“Sem garantias necessárias para os agentes de segurança pública agirem em
prol do cidadão de bem, a diminuição dos crimes não vai ocorrer na velocidade
que o brasileiro exige. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário têm que
assumir este compromisso urgentemente.”
Também no Twitter, Bolsonaro reiterou ainda a necessidade de enxugamento

da estrutura do Estado. Foram exonerados mais de 300 funcionários que ocu-
pavam cargos comissionados na Casa Civil. Haverá reavaliação, se quiserem

retornar a seus postos. O critério será técnico, segundo o ministro-chefe da Casa
Civil, Onyx Lorenzoni.

A medida foi transformada em recomendação para todas as áreas de gover-
no, na reunião que ocorreu ontem no Palácio do Planalto. Bolsonaro disse que

é necessário fazer revisão em contratos e liberação de recursos público para
identificar desvios. “Em cima de muitos detalhes vamos desinchando a máquina
e fazendo justiça”, disse.

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