FUNK VERDE RECEBE ARTISTA JAPONÊS MASA PARA INTERCÂMBIO CULTURAL

Encontro foi promovido pelo Estado e pela Fundação Japão

O intercâmbio cultural entre Brasil e Japão ocorreu ao som de muito Samba, Axé e Bossa Nova, nesta quinta-feira (24/1), na Comunidade Roquete Pinto, em Ramos. Às margens da Baía de Guanabara, a coordenadora do Projeto Funk Verde, Regina Café, regeu os jovens das comunidades da Rocinha e de Roquete Pinto, em uma apresentação com o artista japonês Bucket Drummer Masa.

– Fiquei muito feliz com a experiência que tive hoje. Recebi muito bem a vibração do público. Acho que houve uma troca de amor entre as pessoas aqui – disse o artista japonês, após tocar junto com o grupo e experimentar instrumentos criados pelos alunos.

Masa prometeu compor uma música em homenagem ao Brasil, após participar do encontro com o Funk Verde.

Internacionalmente conhecido por tocar techno e trance de forma analógica, o multi-instrumentista Masa está pela primeira vez no Brasil para participar do Rio Matsuri – festival da cultura japonesa que acontece até domingo (27/1), no Riocentro, promovido pela Fundação Japão.

O encontro com o projeto Funk Verde, da Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), nasceu do desejo do artista de trocar experiências com jovens de comunidades cariocas, que assim como ele, reutilizam o lixo para produzir seus instrumentos musicais.

– O ‘De olho no lixo’ é um projeto transformador em todos os sentidos. Aquilo que seria descartado torna-se insumo para a produção de arte e ainda gera emprego e renda. O Funk Verde e o Ecomoda são exemplos de economia circular, onde não existe desperdício, porque tudo é reaproveitado. Essas iniciativas estão totalmente alinhadas com o novo S, de Sustentabilidade – destacou a subsecretária estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Renata Bley, se referindo ao novo nome da secretaria.

Nas chamadas aulas de possibilidades sonoras do Funk Verde, já foram produzidos mais de 200 instrumentos musicais, com destaque para a cuíca confeccionada com canos PVC; o pandeiro feito com garrafa pet em substituição ao couro animal; latas de tinta que foram transformadas em tarol; e tampinhas de garrafas de refrigerante que deram origem a um instrumento que faz lembrar uma samambaia.

Ecomoda

O De Olho no Lixo também oferece o curso Ecomoda, que ensina a confeccionar criativas peças de roupas, bolsas e acessórios, reutilizando restos de tecidos, jeans usados e até CDs. Foram criadas, desde 2010, mais de mil peças de vestuário e 12 coleções de roupas, entre calças, vestidos, blusas, bolsas e acessórios, que inclusive ajudam a vestir os integrantes do grupo Funk Verde.

O projeto De Olho no Lixo tem como parceira a Organização Não Governamental Viva Rio.

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