THEATRO MUNICIPAL TEM ESTREIA DE ‘OS CONTOS DE HOFFMANN’

O Theatro Municipal, vinculada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa, comemora os 200 anos de Jacques Offenbach encenando a ópera fantástica “Os Contos de Hoffmann”. A última e mais popular composição de Jacques Offenbach, terá uma nova montagem 64 anos depois da última apresentação no Rio de Janeiro, ocorrida em julho de 1955. A ópera terá a direção musical da maestrina Priscila Bonfim, à frente do Coro e Orquestra do TMRJ e um elenco de solistas renomados, com três récitas dias 16, 18 e 19 de maio (esta última, a preços populares).
No formato de concerto cênico, a concepção da obra, assinada pelo diretor artístico do TMRJ, André Heller-Lopes, irá inaugurar uma parceria com a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. O coletivo feminino Trovoa, da EAV, se encarregará de pintar o painel de 20 metros de comprimento que vai compor a cenografia.
O libreto da ópera de Offenbach é de Jules Barbier, baseado em contos de E.T.A Hoffmann, escritor alemão que ficou conhecido como um dos principais nomes da literatura fantástica. O escritor é, aliás, o principal personagem da ópera, cuja história gira em torno das decepções amorosas do poeta Hoffman por três musas: a boneca Olympia, a inocente Antonia e a cortesã Giulietta. No presente, ele disputa a paixão de Stella com um vilão rico e sem escrúpulos. “Os Contos de Hoffmann” é uma das óperas mais produzidas no mundo.

Curiosidades dos “Contos”

Jacques Offenbach não viveu para ver a estreia de sua obra em Paris, na Opéra-Comique, em 10 de fevereiro de 1881. Faleceu durante os ensaios, deixando a orquestração e certas passagens incompletas. Por motivos considerados práticos pelo diretor da Opéra-Comique, “Os Contos de Hoffmann” estreou bastante mutilada. Um ato inteiro foi cortado. O que se seguiu nos anos posteriores foi uma coleção de enxertos e modificações que transformaram pouco a pouco a obra. A ópera começou a ser reconstituída a partir de 1970, com uma sucessão de descobertas de manuscritos inéditos que se estende até o final da década de 90. Existem ao menos, desde a estreia absoluta da ópera em 1881, oito diferentes partituras editadas.
Para seu retorno ao palco máximo do Rio de Janeiro foi escolhida a versão mais famosa da ópera, conhecida como “Choudens”, que inclui vários trechos populares cortados das novas edições críticas, notadamente a famosa ária de barítono “Scintille Diamant” e o conhecido septeto do ato de Veneza. A ária “barcarola” (Belle nuit, ô nuit d’amour), no 3º Ato, foi utilizada em muitos filmes, incluindo “A Vida é Bela” e “Titanic”.

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