DOAÇÃO DE LEITE MATERNO É TEMA DE ENCONTRO NA MATERNIDADE MÁRIO NIAJAR EM SÃO GONÇALO

Com o objetivo de promover a doação do leite materno, a Secretaria Municipal de Saúde realizou um ciclo de palestras, nesta quinta-feira (29), na Maternidade Mário Niajar, em Alcântara. A atividade contou com profissionais especializados da Clínica Municipal Gonçalense, do Banco de Leite do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) e da maternidade para discutirem a importância do leite materno para as mães e o bebês, além de uma forma de comemorar o Dia Nacional da Doação de Leite, celebrado neste mês de maio.
“Fizemos esse encontro para as mães da maternidade, com o objetivo de incentivar a doação, uma vez que é comum entre as mulheres que optam por amamentar, apresentarem dificuldades com o aleitamento”, declara Aline Aguiar, coordenadora do Aleitamento Materno do município.
O evento contou com mulheres, gestantes e puérperas, que receberam orientação e conhecimento da equipe. No encontro foi discutido aspectos sobre ganho de peso do bebê, método de canguru, entre outras dicas, assim como, informações a respeito do grupo do aleitamento materno do município. Ocorreu uma troca entre as informações de todas essas profissionais, contando casos que conhecem e dando motivos de influenciar as mamães a doarem seu leite caso tenham oportunidade.
“No Brasil, ainda são baixos o número de doadoras. Para nós, quanto mais mães puderem doar e mais lactantes puderem vir, mais o nosso banco aumenta e mais bebês recebem ajuda. Somos um dos diversos exportadores de banco de leite que hoje conta com mais de 200 bancos no Brasil, e no Rio de Janeiro foi o primeiro. Falar sobre amamentar é discutir um ato revolucionário, porque ele abre a janela de reflexão sobre o sistema reprodutivo. O leite materno é o melhor alimento que existe, pois com ele seu filho fica saudável a vida inteira, além de criar um vínculo afetivo extremamente potencializado. O leite produz anticorpos, esses que a mãe adquire ao estar em contato com bactérias no dia a dia, quando alguém que veio da rua e entrou na enfermaria, por exemplo. E através do leite ela repassa os anticorpos adquiridos a seu filho. Além disso, o leite vindo da mãe é bactericida, cicatrizante e antifúngico, diferente do industrializado. Portanto, viemos aqui incentivar as mães a amamentarem seus filhos e a doarem para as que não conseguirem”, explica Myrian, psicóloga do Banco de Leite do HUAP.
Durante a ação, houve uma troca de experiências entre profissionais e pacientes em relação ao aleitamento. A psicóloga e a enfermeira do Banco de Leite, Myrian Lima e Amanda Lemos, foram convidadas para conversar com as participantes em relação aos benefícios conquistados pelos nutrientes contidos no leite da mãe e as consequências, caso o alimento não faça parte do dia a dia no desenvolvimento do bebê.
“Nós aqui na maternidade temos uma sala de Aleitamento Materno ainda não utilizada para doação, mas estamos investindo nesse setor para no futuro haver essa disponibilidade aqui. Queremos capacitar pacientes para haver uma doação de leite. Esse evento é importante porque mostra aos pacientes a oportunidade de ajudar outras mulheres e suas crianças que precisam e não tem facilidade com a amamentação”, informa Martha Beleza, diretora de enfermagem da maternidade.
A paciente Pamela Stefani, 18 anos, é moradora do Jardim Catarina e deu entrada na maternidade Mário Niajar para ter seu primeiro filho de parto normal. No processo teve uma gravidez difícil, mas em relação ao aleitamento foi bem fácil e pretende doar assim que for liberada. “Eu já pensava em fazer doação pelo fato de muitas mães não terem leite, e como eu tenho de sobra, tomei essa decisão, ainda mais depois da palestra que as meninas fizeram hoje. É muito importante que esse conhecimento atinja mais mulheres para contribuírem nessa causa tão benéfica tanto para as mães, quanto para os bebês”, afirma.
A Subsecretaria de Atenção Básica realiza um Grupo de Apoio de Aleitamento Materno na Clínica Municipal Gonçalense do Mutondo, mensalmente. O objetivo é minimizar as dificuldades encontradas e auxiliar o manejo da amamentação, desde o pré-natal até os 6 meses do bebê, quando é mudada a alimentação.

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